sábado, 13 de março de 2010

Águas passadas


Paulo Afonso (BA), julho de 2008


Estive na semana passada em Paulo Afonso (BA) a serviço.
Impossível não lembrar, em lá chegando, que esta cidade foi o destino da minha primeira viagem sem a companhia de meus pais, aos doze anos.
Fiscalizadas por freiras e professoras, lá se foi a minha turma de sexta série, ver de perto a famosa Cachoeira de Paulo Afonso.
Lembro dos corredores do hotel, da aventura de nos reunirmos todas num só quarto, escondido (claro) e ficando acordadas até altas horas...
Na época isso era o máximo em matéria de desobediência.
Lembro da minha dificuldade em ingerir a comida, achava o gosto estranho e só anos depois fui entender que lá se usa coentro demais, o que
para mim complica muito, já que até hoje detesto coentro...
A visão da cachoeira foi inesquecível, linda, barulhenta, fantástica.
Anos depois, retorno ao mesmo ponto. Sem a companhia das freiras, corro ao local da cachoeira: surpresa, reduziu-se a um fio de água.
A abertura da barragem levou consigo a água e o encantamento...
Em silêncio observo as mudanças, na cachoeira, em mim.
Tantas lembranças.
Águas passadas.

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