quinta-feira, 17 de junho de 2010

O prazer de ficar em casa



Não me considero uma pessoa caseira, muito pelo contrário. Nisso, puxei a minha mãe, que está sempre disposta a encarar qualquer convite que surja. Mas depois que mudei para Brasília e passei a morar sozinha de fato, passei a dar mais valor às oportunidades de estar quietinha, no aconchego do meu pequeno lar.

Após um final de semana numa cidade mais fria, aliás, muito fria, minha garganta chegou aqui em pandarecos. Trabalhei na segunda meio mole, na terça, dia do jogo do Brasil, tudo que eu queria era torcer pela seleção embrulhada em vários cobertores, com uma xícara de chá, um bom livro...

No dia seguinte, ao me examinar, o médico achou por bem me conceder uma licença de três dias, o que me permitiu um descanso maior e planejado. Sempre que fico em casa me planejo para atualizar minhas leituras, só que nem sempre a natureza da licença o permite. Desta vez, pelo menos durante o dia consegui ler alguma coisa, entre uma cochilada e outra, fruto da medicação. Ando interessada em livros voltados para a leitura e a escrita. Por exemplo, O ofício do contador de histórias, Técnicas para escrever ficção, A psicanálise dos contos de fadas, entre outros. As histórias vem aflorando, vejo cenas na minha mente e tenho procurado transformá-las em textos. Fiquei feliz por ter conseguido dar forma a uma pequena história infantil. Apesar de a cada leitura eu acabar mudando uma coisa aqui e outra ali, a história tem uma linha, um fio. E quer saber? Eu gosto dela.



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