quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A Reciclagem do Amor


Sou uma libriana com ascendente em libra.
Segundo os astrólogos, não há para mim uma salvação possível.

Se para os librianos o amor já é o centro da vida, imagine quando isso vem potencializado pelo ascendente.

Mas, corajosa que sou, aqui e ali tiro proveitos do DNA astrológico e direciono meu amor para muitas coisas: As pessoas, os projetos, os lugares, os livros. Afinal, tem coisa melhor que se apaixonar?

Tem amores, que talvez por terem sido tão orgânicos na nossa vida,  acabam se desfazendo com suavidade, os rios os levam, sem causar mal a ninguém. Esses são os amores que conseguimos reciclar, transformar em amizade , sentir uma enorme gratidão pelos momentos vividos, compreender a marcha e ir tocando em frente.

Mas há amores, que como os plásticos, demoram muito, muito tempo para se decompor. Matam tartarugas, engasgam golfinhos, poluem o curso da vida. São os amores tóxicos.

Que fazer? O ideal seria claro, não precisar passar por eles. Mas uma vez na chuva, cuidemos para que não permaneçamos molhados por muito tempo. Se não dá pra reciclar lá, reciclemos cá, nosso coração e nossa alma.

Fácil não é, mas mais difícil ainda é viver arrastando o lixo afetivo pra lá e pra cá, não?

3 comentários:

  1. Vânia,
    Sou muito suspeita para falar dos seus textos porque sou uma fã incondicional deles!
    Mas, este, mais do que outros, tocou-me profundamente!
    Tenho Libra também entre os planetas marcantes do meu mapa astrológico e, por isso, o amor tem um papel tão fundamental na minha vida.
    Senti-me tão representada por suas palavras como se tivesse eu mesma escrito o texto.
    Obrigada, mais uma vez!
    bj grande,
    Josie

    ResponderExcluir
  2. "Sábio texto... que consigamos reciclar, sempre que necessário."

    Ana Paula


    ResponderExcluir
  3. Vânia, muito bacana este texto: sábio, poético, tocante.
    Feliz por te reencontrar.

    ResponderExcluir